
Novo Coronavírus – Instituto Adolfo Lutz, Fev. 2020

BVS Rede de Informação e Conhecimento – BVS RIC compartilha a vitrine do conhecimento elaborada pela BIREME/OPAS/OMS (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), com artigos científicos e outras informações sobre o novo coronavirus (2019-nCoV)
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Após o lançamento da nova interface de acesso e dos novos produtos da BVS Rede de Informação e Conhecimento – BVS RIC em 03 de julho de 2019, a Editora Executiva do Boletim Epidemiológico Paulista – Bepa, Dra. Clélia Aranda, propôs à coordenação da BVS RIC, a elaboração de um artigo relatando as novidades implementadas. O artigo contempla também um pouco da trajetória da BVS Rede de Informação e Conhecimento da SES/SP.
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Uma plataforma computacional lançada em dezembro permitirá que pesquisadores do Brasil e do exterior possam encontrar e acessar com mais facilidade dados científicos gerados em estudos desenvolvidos nas principais universidades públicas de São Paulo. A Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo é resultado de um esforço iniciado em julho de 2017 por oito instituições públicas de ensino e pesquisa paulistas: as três universidades estaduais, as três federais, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Embrapa Informática Agropecuária.
“Trata-se de uma iniciativa inédita na América Latina em termos de complexidade e abrangência”, diz a cientista da computação Claudia Bauzer Medeiros, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora da iniciativa. “O sistema vai disponibilizar dados de pesquisas em todas as áreas do conhecimento hospedados em diferentes repositórios institucionais, construídos a partir das especificações tecnológicas e administrativas de cada instituição participante.”
A plataforma funciona como um sistema de busca, disponível no endereço metabuscador.sc.usp.br. Com base em uma ou mais palavras-chave, ele percorre os repositórios de cada instituição participante. Em poucos segundos, reúne em uma lista uma relação de arquivos com dados de pesquisas associada aos termos procurados. Ao selecionar a informação de interesse, o usuário é redirecionado para o repositório da instituição que hospeda aquele conjunto de informações, podendo acessá-lo na íntegra – exceto nos casos de restrições éticas, de privacidade ou propriedade intelectual.
O objetivo é estimular o compartilhamento dessas informações e permitir sua reutilização em novas pesquisas ou na reprodução de experimentos. Para Medeiros, a rede deverá facilitar o acesso a esse tipo de informação, além de impulsionar parcerias, acelerar novas descobertas científicas e ampliar a visibilidade da produção acadêmica paulista. “Trata-se da chamada colaboração científica mediada por dados, que vem crescendo no mundo nos últimos tempos”, esclarece a cientista da computação.
Há alguns anos, as universidades públicas de São Paulo começaram a construir repositórios institucionais nos quais sua produção científica — artigos, teses e dissertações — pudesse ser consultada. O da Universidade Estadual Paulista (Unesp), lançado em 2013, por exemplo, tem cópias de 39,8 mil artigos publicados em acesso aberto e 37 mil em acesso restrito. Já o da Unicamp reúne, desde 2015, mais de 155 mil documentos. Também a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) há quase cinco anos abastece seu repositório com a produção de seus pesquisadores. Seu acervo hoje é composto por 24,5 mil artigos, 11 mil dissertações de mestrado e 7 mil teses de doutorado. A Universidade de São Paulo (USP) também disponibiliza teses e dissertações desde 2001 – atualmente são mais de 88 mil títulos.
Mais recentemente, contudo, as instituições passaram a se preocupar também em fornecer seus dados de pesquisa, por meio da criação de repositórios de metadados, isto é, dados que informam a origem de outros dados. Os metadados oferecem uma descrição sobre as informações científicas geradas em determinada pesquisa, detalhando como foram produzidas, quando, onde e como podem ser reutilizadas e quem as gerou. “Essa movimentação foi estimulada em grande medida pela FAPESP”, destaca a cientista da computação Fátima Nunes, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, e uma das responsáveis pelo desenvolvimento da nova rede de repositórios de dados científicos.
Em outubro de 2017 a Fundação passou a exigir que os pesquisadores anexassem aos seus pedidos de financiamento de projetos um plano de gestão de dados científicos, desde a coleta até onde eles seriam disponibilizados. O objetivo era facilitar o trabalho de outros pesquisadores interessados em reproduzir os mesmos experimentos e racionalizar o uso de recursos públicos, potencializando o uso de informações já existentes. A demanda veio na esteira de iniciativas promovidas em países da Europa e nos Estados Unidos, e baseadas na ideia de que as pesquisas produzidas com recursos públicos devem ter seus resultados franqueados sem restrições, inclusive em relação aos dados coletados.
“A exigência da Fundação fez com que as instituições públicas de ensino e pesquisa de São Paulo trabalhassem juntas em políticas e diretrizes comuns de gerenciamento de informações de suas pesquisas”, esclarece Nunes. “Durante as reuniões que realizamos, chegou-se à conclusão de que cada instituição participante deveria criar e gerenciar seu próprio repositório de dados primários de pesquisa, e que eles deveriam ser alimentados pelos próprios pesquisadores.” Ao mesmo tempo, iniciaram o planejamento para desenvolver uma plataforma capaz de rastrear e compilar todas essas informações em um único lugar.
Coube à Superintendência de Tecnologia da Informação da USP o desafio de
desenvolver o sistema que sustenta a rede de repositórios. A expectativa agora é a de que a plataforma ofereça aos gestores públicos de ciência e tecnologia uma visão ampla e detalhada da produção científica de São Paulo. “Espera-se também que ela se converta em uma ferramenta que possa ser usada pelas universidades na prestação de contas de suas atividades à sociedade”, comenta Medeiros.
Outro desafio que se apresenta com o lançamento da nova rede é o de incutir na rotina de trabalho dos pesquisadores a cultura do compartilhamento e reúso de dados científicos — os resultados das buscas na nova plataforma dependem da quantidade de informações disponibilizadas nos repositórios das instituições. O reaproveitamento de dados vem crescendo, mas ainda está longe de se consolidar no ambiente acadêmico.
A engenheira química Sônia Maria Malmonge, pró-reitora de Pesquisa da Universidade Federal do ABC (UFABC), uma das instituições que integra a rede de repositórios, declara-se confiante no potencial da plataforma em estimular o compartilhamento de dados. “Esperamos que a rede contribua para que os pesquisadores incorporem essa prática no seu dia a dia”, diz. A UFABC trabalha em uma política institucional de ciência aberta para incentivar seus pesquisadores nesse sentido, além de oferecer uma infraestrutura que viabilize o compartilhamento dos dados de suas pesquisas.
Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.
Agência FAPESP – A FAPESP publicou diretrizes para auxiliar instituições de ensino superior e pesquisa do Estado de São Paulo, públicas ou privadas, no desenvolvimento de serviços de apoio administrativo a pesquisas.
O apoio institucional ao pesquisador é considerado condição essencial para a concessão de Auxílios e Bolsas, sendo este um dos critérios avaliados nas propostas submetidas à FAPESP para análise.
Um apoio administrativo institucional consistente permite que pesquisadores dediquem mais tempo ao desenvolvimento de pesquisas e à orientação de alunos, desonerando os cientistas da carga de procedimentos relacionados às pesquisas, incentivando a submissão de projetos e otimizando o uso de recursos.
A instituição-sede deve garantir, além de espaço físico para a adequada instalação e operação de equipamentos e permissão de uso de todas as instalações, o acesso a serviços disponíveis na instituição e relevantes para a execução das pesquisas.
A FAPESP espera, como contrapartida aos financiamentos contratados, que as instituições de ensino superior e pesquisa mantenham em suas estruturas administrativas um escritório destinado a prestar apoio administrativo aos pesquisadores e bolsistas da instituição. Tal apoio é considerado essencial pela FAPESP para a eficaz utilização dos recursos concedidos.
Na FAPESP, essas unidades de estrutura das instituições são conhecidas como Escritórios de Apoio Institucional ao Pesquisador (EAIP).
A estruturação de um EAIP é de responsabilidade da instituição. No entanto, considera-se desejável que o escritório possua estrutura própria, contando com pessoal dedicado e espaço físico adequado, de acordo com as necessidades de cada unidade.
As Diretrizes para o Apoio Administrativo Institucional à Pesquisa estão disponíveis em: www.fapesp.br/daip.
Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.
A Biblioteca Virtual em Saúde Hanseníase, criada em 2007 por iniciativa do Instituto Lauro de Souza Lima,
em cooperação com a BIREME/OPAS/OMS e com o respaldo das instituições nacionais e internacionais
com maior expertise na área, é uma BVS temática cujo objetivo é reunir, organizar e disseminar a
produção científica e técnica produzida, colaborando com ações no desenvolvimento de estudos e
pesquisa que contribuam para a preservação da história, prevenção e tratamento da Hanseníase,
oferecendo informação atualizada e qualificada para a população.
Em 2019, um novo compromisso foi firmado entre as instituições que compõem o Comitê Consultivo
da BVS Hanseníase, a partir da premissa de que o acesso equitativo à informação e o conhecimento
científico e técnico é condição essencial para melhorar as condições de saúde e aumentar a qualidade de
vida dos indivíduos e da comunidade.
Como resultado desse trabalho, está sendo lançado o novo portal da BVS Hanseníase, desenvolvido em
parceria entre o Instituto Lauro de Souza Lima e BIREME/OPAS/OMS e apoiado pelo Ministério da Saúde,
Sociedade Brasileira de Hansenologia, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, Federação
Internacional de Associações Contra Hanseníase – ILEP, Programa Regional de Hanseníase – OPAS,
Fundação Alfredo da Mata, DAHW Brasil e Universidade Federal de Uberlândia.
Além da interface moderna e intuitiva, a BVS Hanseníase passa a oferecer novos serviços e fontes de
informação. As principais revistas sobre o tema estão disponíveis de forma facilitada com acesso ao texto
completo e foi integrado ao portal o conteúdo sobre hanseníase da MedLine, a maior base de dados do
Pubmed, assim a BVS passa a oferecer aos seus usuários acesso a mais de 39.000 registros sobre
hanseníase. Na área “Temas” o usuário terá acesso a resultados de estratégias de busca avançada,
aplicadas às bases de dados da BVS Hanseníase, criadas com o objetivo de facilitar e direcionar a pesquisa,
oferecendo um recorte sobre o tema pesquisado.
Visando atender à comunidade, foi criada uma área chamada “Cantinho do Cidadão” onde o usuário
poderá ter acesso a diversos conteúdos selecionados de instituições reconhecidas na área com linguagem
simples para facilitar o entendimento e promover a conscientização sobre a doença.
Espera-se que este novo impulso contribua para acabar com a discriminação e estigma social que
sofreram os doentes e suas famílias até a descoberta do tratamento e cura para a doença. Além disso, o
intercâmbio rápido de informação clínica e epidemiológica oportuna e confiável, amplamente acessível a
acadêmicos, técnicos e população em geral, certamente será fator relevante para consolidar o processo
em curso de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública, abrindo caminho para a
erradicação da endemia em todo o mundo.
Para mais informações, acesse https://hansen.bvs.br
Agência FAPESP – A FAPESP anunciou o lançamento da chamada de propostas Ciência para o Desenvolvimento, que tem como objetivo resolver problemas de relevância social e econômica no Estado de São Paulo.
A chamada financiará projetos de pesquisa internacionalmente competitivos, de médio e longo prazo, a serem executados por equipes de institutos de pesquisa e de universidades ou instituições de ensino superior, em parceria com órgãos de governo e, sempre que possível, envolvendo empresas ou organizações não governamentais. Os projetos serão articulados em Núcleos de Pesquisa Orientada a Problemas em São Paulo (NPOP-SP), no âmbito do Programa Ciência para o Desenvolvimento.
A chamada mobilizará R$ 400 milhões, uma vez que ao valor total oferecido pela FAPESP, de R$ 100 milhões, soma-se a exigência de cofinanciamento em igual valor pela entidade parceira que se dispõe a aplicar os resultados e mais R$ 200 milhões das instituições-sede, na forma de contrapartida econômica. Os recursos serão aplicados ao longo de cinco anos.
“Temos expectativas muito positivas de que esse edital provocará a submissão de propostas que vão promover pesquisas em questões muito importantes para o Estado de São Paulo, como segurança, energia, saúde e agronomia. Será também mais uma oportunidade de cooperação entre institutos de pesquisas, universidades e empresas”, disse Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP.
O Programa Ciência para o Desenvolvimento foi lançado em evento na FAPESP, em 27 de junho de 2019 (leia mais em agencia.fapesp.br/30851).
Núcleos de Pesquisa Orientada a Problemas
Os NPOP-SP terão foco em uma gama limitada de desafios complexos, para os quais seja possível buscar propostas viáveis de solução por meio de pesquisa científica e tecnológica.
Os problemas a serem abordados, bem como a estratégia pela qual a pesquisa vai contribuir para a criação de soluções viáveis, deverão ser claramente definidos e delimitados na proposta a ser submetida.
Os projetos deverão ser conduzidos por equipes capacitadas e com ampla experiência em pesquisa internacional, governança clara e efetiva, mecanismos de revisão ao longo do período de execução e metas intermediárias de sucesso bem definidas.
O financiamento da FAPESP para as atividades de cada NPOP-SP terá duração de cinco anos, com avaliações anuais. Os resultados definirão a continuidade ou não do financiamento. Os recursos alocados podem ser usados com um grau de autonomia e a FAPESP manterá supervisão permanente, com avaliações periódicas das atividades do núcleo.
Além de definir claramente os problemas que serão alvo da pesquisa, as propostas deverão especificar os benefícios sociais ou econômicos esperados.
A chamada está aberta aos temas e áreas de: Saúde; Energia para o Desenvolvimento: eficiência energética; Agricultura e Abastecimento; Manufatura Avançada e Materiais Avançados; Cidades Inteligentes e Segurança Pública; Conservação do Meio Ambiente e Sustentabilidade: pesquisa inspirada pelo modelo internacional de Centros de Síntese.
O valor solicitado à FAPESP em cada proposta deve se referir aos recursos necessários para os cinco anos do NPOP-SP e poderá ser, em cada ano, de até R$ 2 milhões.
A FAPESP selecionará até 12 propostas no escopo de pesquisa orientada a problemas com impacto social e/ou econômico bem específicos.
As propostas devem descrever claramente qual ou quais os desafios públicos e os problemas de interesse da organização parceira (governo e, potencialmente, empresa ou terceiro setor), relevantes para objetivos estratégicos para o desenvolvimento do Estado de São Paulo, que serão resolvidos ou evitados com uso dos resultados esperados da pesquisa proposta.
As Secretarias do Governo do Estado de São Paulo associadas ao edital anunciarão em seus sítios na internet detalhes relativos aos desafios listados na seção 3 da chamada, no prazo de 15 dias após o anúncio do edital.
Cada proposta de NPOP-SP deve apresentar pelo menos três pesquisadores principais, sendo que pelo menos um deles deve ser vinculado a um instituto de pesquisa (público ou particular, desde que qualificado pela FAPESP) no Estado de São Paulo. Serão especialmente valorizadas as propostas que, além disso, tiverem pesquisadores principais vinculados a universidades ou instituições de ensino superior no estado.
As propostas serão recebidas até 17 de fevereiro de 2020.
A chamada está publicada em: www.fapesp.br/13668.
Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.