Arquivo do Autor: lschiavon

Base de dados da produção científica e técnica da SES/SP está próxima de alcançar 20 mil registros

Disponível na Biblioteca Virtual em Saúde Rede de Informação e Conhecimento – BVS RIC, a base de dados que contém a produção científica e técnica gerada no âmbito da SES/SP, está próxima de alcançar 20 mil registros.

Esta é uma marca muito importante, pois reúne em um mesmo local o conteúdo científico pertinente à instituição, indexada até o momento.

Em um processo contínuo, os centros cooperantes da BVS RIC junto à sua coordenação, envidam esforços constantes para captar, indexar e disseminar esta produção científica, que pode ser acessada clicando aqui.

Importante ressaltar ainda, que os trabalhos disponíveis nesta base de dados integram também a base LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), coordenada pela Bireme/OPAS/OMS, ampliando assim sua visibilidade.

Os pesquisadores e profissionais que integram as instituições cooperantes da BVS RIC – SES/SP, podem encaminhar sua produção científica para as respectivas bibliotecas ou enviar para o e-mail bvs-ric@saude.sp.gov.br, para que possam ser indexadas, seguindo os critérios estabelecidos.

SIG REBRATS aborda o impacto dos PrePrints na pesquisa básica e na saúde baseada em evidências

pre prints

Publicado: 20 Julho 2021

Conferência online será dia 28 de julho, a partir das 15h

A próxima edição do SIG REBRATS está marcada para o dia 28 de julho. Será às 15h, com o tema “O impacto dos PrePrints na pesquisa básica e na saúde baseada em evidências, especialmente nas Revisões Sistemáticas com foco em ATS”. A conferência é online, gratuita e pode ser acessada aqui. Os acessos estarão liberados a partir das 14h30, para testes de conexão e ajustes.

No formato de mesa redonda, o evento contará com participação da Dra. Rachel Riera, Professora Adjunta da Disciplina Saúde Baseada em Evidências na Unifesp. Coordenadora do NATS do Hospital Sírio-Libanês, Co-diretora da Oxford-Brazil EBM Alliance e Pesquisador da Cochrane.

Também participa João Victor Cabral-Costa, Farmacêutico-Bioquímico pela Universidade de São Paulo (USP), com graduação-sanduíche na University of Minnesota (UMN), e mestre em Farmacologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Doutorando no Laboratório de Metabolismo Energético do Instituto de Química da USP, com estágio na Universidad de Salamanca (USAL). Atua em pesquisa científica com ênfase em Neurociências e Metabolismo, além de ser um entusiasta em divulgação científica e extensão universitária.

FAPESP lança primeiro fascículo digital do livro “FAPESP 60 anos: Ciência, Cultura e Desenvolvimento”

Fapesp

Agência FAPESP – A FAPESP lançou ontem (22/07) o site que dá acesso à Introdução e ao primeiro de dez fascículos digitais que comporão o livro “FAPESP 60 anos: Ciência, Cultura e Desenvolvimento”, que oferecerá ao leitor um panorama do trabalho da Fundação ao longo de seis décadas e do avanço da pesquisa no Estado de São Paulo.

Coordenado por Carlos Vogt, coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da FAPESP de 2002 a 2007, o livro integra as comemorações dos 60 anos da FAPESP.

O livro será publicado em fascículos digitais mensais, entre julho de 2021 e abril de 2022. O conjunto dos dez fascículos comporá os capítulos de um livro impresso sob o selo da Edusp e das editoras da Unicamp e da Unesp, a ser lançado em maio de 2022.

A Introdução do livro, com o título Muito prazer, FAPESP, traz um texto do presidente da Fundação, Marco Antonio Zago, informações sobre a instituição e uma linha do tempo que destaca projetos e programas de grande impacto para o avanço da pesquisa em São Paulo.

O primeiro capítulo, Seis décadas de ciência e desenvolvimento, oferece um panorama histórico da contribuição da FAEPSP para o desenvolvimento social, ambiental e econômico do Estado, com números referentes a investimentos, projetos, produção científica, entre outros.

O segundo fascículo, DNA da ciência paulista, será lançado em agosto, seguido pelos seguintes títulos: Pioneirismo digital (setembro), Grandes projetos, grandes resultados (outubro), Políticas públicas baseadas em evidência (novembro), Contribuição social, cultural e artística (dezembro), Inovação e empreendedorismo (janeiro 2022), Diversidade e inclusão (fevereiro), Lições da pandemia (março) e De olho no futuro (abril).

A Introdução e o primeiro fascículo do livro estão disponíveis em https://60anos.fapesp.br/livro.

No vídeo, o professor Vogt dá mais informações sobre o projeto do livro “FAPESP 60 anos: Ciência, Cultura e Desenvolvimento”.

Portal FAPESP 60 anos

A FAPESP também lançou ontem (22/07) o portal que reunirá todas as iniciativas com as quais celebrará os seus 60 anos. Além de acesso ao livro “FAPESP 60 anos: Ciência, Cultura e Desenvolvimento”, o portal abriga o site A FAPESP e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que indexa seu portfólio de programas, projetos apoiados e notícias relacionadas a cada um dos 17 ODS com o objetivo de facilitar o acesso às pesquisas relacionadas e subsidiar políticas públicas nas diferentes áreas.

O portal dará acesso à série Conferências FAPESP 60 anos. Duas delas já foram realizadas em junho e julho, tendo como conferencistas Celso Lafer, sobre Ciência e Diplomacia, e Carlos Joly, Paulo Artaxo e Mercedes Bustamante, sobre Biodiversidade e Mudanças Climáticas. Até o final de 2021 estão programadas mais cinco conferências, com convidados do Brasil e do exterior, com os temas: Sociedades violentas (agosto), Desafios à saúde global (setembro), O uso de evidências e dados para a melhoria da educação nacional (outubro), Química medicinal e produtos naturais (novembro) e Memória cultural (dezembro). E, em 2022, serão realizadas outras 11 conferências com temas relacionados às diversas áreas do conhecimento.

No portal também estarão disponíveis as biografias dos presidentes e diretores científicos da FAPESP, vídeos, entre outras informações que oferecem aos visitantes uma visão geral da atuação e gestão da Fundação nos últimos 60 anos e um panorama dos principais desafios para o futuro.

 

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Covid-19: produção científica e técnica da SES/SP indexada na BVS RIC e legislação normativa específica

covid-19

Desde o início da pandemia de Covid-19, o esforço conjunto de pesquisadores e dos profissionais de informação cooperantes da BVS RIC, vem contribuindo para registrar e disponibilizar toda a produção científica gerada no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – SES/SP, sobre o assunto.

Utilizando uma estratégia de busca de contexto geral sobre Covid-19, disponível no Repositório de Estratégias de Busca na BVS, coordenado pela Bireme/OPAS/OMS, destacamos aqui todo o conteúdo indexado até o presente momento.

Clique aqui para acessar a produção científica

Legislação normativa sobre Covid-19 no Estado de São Paulo

Repositório COVID-19 Data Sharing/BR viabiliza descobertas nas áreas da saúde e da computação

Elton Alisson | Agência FAPESP – Um ano depois de ser lançado, o repositório COVID-19 Data Sharing/BR já registrou em torno de 4 mil downloads no acervo de mais de 50 milhões de dados de 800 mil pacientes, por usuários de 36 países.

“Temos a intenção de que o COVID-19 Data Sharing/BR constitua a base sobre a qual consigamos motivar a comunidade científica a compartilhar informações geradas com qualidade para produzir novo conhecimento”, disse Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP. “O compartilhamento de dados é uma nova forma de fazer ciência, dentro da chamada, e a FAPESP pretende caminhar cada vez mais nessa direção.”

Pioneiro na América Latina, o repositório, que é uma iniciativa da FAPESP em cooperação com a Universidade de São Paulo (USP), tem o objetivo de disponibilizar de forma totalmente aberta dados relacionados à COVID-19 que possam contribuir para pesquisas sobre a doença. O material já possibilitou descobertas tanto na área da saúde como da computação.

Alguns dos resultados de pesquisas feitas com base nos registros disponibilizados na plataforma foram apresentados durante o evento on-line “O repositório COVID-19 Data Sharing/BR – dados abertos no combate à pandemia”, realizado em 18 de junho por ocasião do primeiro aniversário da plataforma.

A plataforma conta atualmente com mais de 50 milhões de registros, em sua maior parte de resultados de exames clínicos de mais de 800 mil pacientes, além de mais de 300 mil registros de desfecho.

No Brasil, os dados têm sido utilizados por pesquisadores de todos os Estados do país. “Quase metade dos downloads no Brasil foi feita por usuários fora de São Paulo. Isso, inclusive, possivelmente indica sua adoção em pesquisas colaborativas envolvendo vários centros”, disse Fátima Nunes, professora da USP e participante do projeto.

Os dados incluem informações demográficas e de exames clínicos e laboratoriais anonimizados de pacientes que fizeram algum exame relacionado à COVID-19.

“Os dados são disponibilizados de forma individual, porém os pacientes não podem ser identificados. Por isso, são verificados antes de serem compartilhados, de forma que os dados demográficos dos pacientes só podem ser informados se as combinações permitirem um agrupamento mínimo deles”, explicou Gabriela Barnabé, consultora da FAPESP e coordenadora de ciência de dados da Rede Globo.

A arquitetura do COVID-19 Data Sharing/BR foi fundamentada na Rede de Repositórios de Dados de Pesquisa do Estado de São Paulo, que levou três anos para ser construída e reuniu cem pessoas, entre eles gestores universitários, pesquisadores e técnicos da USP e das universidades estaduais de Campinas (Unicamp) e Paulista (Unesp), das universidades federais de São Paulo (Unifesp), do ABC (UFABC) e de São Carlos (UFSCar) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

“Juntas, essas instituições construíram seus repositórios e exportam seus metadados para uma interface única, que é disponibilizada para o mundo. É uma infraestrutura de dados abertos pioneira na América Latina”, disse Claudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Unicamp e coordenadora do projeto da Rede.

Uma vez que a Rede de Repositórios foi projetada para ser extensível e para abertura de dados foi possível, em 15 dias, criar e acoplar o COVID-19 Data Sharing/BR, o que teria levado vários meses em outras situações.

“Até o fim de junho teremos dados muito recentes da maioria dos parceiros, que já estão sendo processados, mas precisam passar por todo um processo de revalidação para serem disponibilizados na plataforma”, disse Medeiros.

“O diferencial para outros repositórios é a variedade de dados, que incluem, por exemplo, centenas de tipos de exames, o que permite estudos de comorbidades. O potencial para o avanço do conhecimento em muitas áreas ainda está sendo explorado”, avaliou a pesquisadora.

Com base nos dados já disponíveis no repositório, pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP desenvolveram ferramentas de visualização de dados interoperáveis sobre COVID-19, manipulados como grafos, para enxergar e entender os relacionamento entre eles.

Uma das técnicas já desenvolvidas, batizada de Interoperable Covid Visualizer² (I-CovidVis), permite acompanhar a evolução de um paciente com a doença durante a internação, integrando os resultados de análises de parâmetros laboratoriais obtidos de diferentes tipos de analitos.

“A ferramenta permite que um especialista visualize os resultados das análises de qualquer conjunto de analitos em uma determinada faixa de tempo. Dessa forma, consegue obter muito rapidamente a informação que precisa para tomada de decisões”, explicou Agma Traina, professora do ICMC-USP e coordenadora do projeto.

Os dados disponíveis no repositório também permitiram a criação de um sistema sofisticado de consultas usando linguagem natural para estabelecer correlações entre os dados laboratoriais e os pacientes.

“Um ponto importante adicional nesse tipo de pesquisa é permitir que não especialistas em computação possam analisar esses dados usando português do Brasil – em vez de linguagens especializadas de programação para dados”, disse Marco Antonio Casanova, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

“O fato de as informações estarem abertas nos permitiu testar e validar nossa plataforma com um grande volume de dados reais”, afirmou.

Maior resposta inflamatória

Outro estudo, na área da saúde, feito com base em dados disponibilizados no repositório por pesquisadores de diversas instituições do Brasil e do exterior, indicou por que homens e idosos têm maior suscetibilidade a desenvolver COVID-19 grave.

Ao analisar os resultados de exames laboratoriais de mais de 178 mil pacientes testados para COVID-19, disponibilizados no repositório, os pesquisadores constataram que a doença induz alterações semelhantes nos parâmetros laboratoriais em homens e mulheres. Os pacientes idosos do sexo masculino, contudo, apresentaram indicadores laboratoriais significativamente mais anormais, incluindo níveis mais elevados de marcadores inflamatórios, em comparação com mulheres idosas.

Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados no International Journal of Infectious Diseases.

“Vimos que os níveis de marcadores de inflamação em pacientes diagnosticados com COVID-19 e em estado grave estavam extremamente elevados e variavam de acordo com o sexo e a idade”, disse Helder Nakaya, vice-diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP) e coordenador do estudo.

Logo após a disponibilização da primeira carga de dados no repositório, os pesquisadores analisaram por meio de técnicas de bioinformática os resultados dos exames laboratoriais de mais de 33 mil pacientes com diagnóstico positivo de COVID-19 fornecidos pelo Grupo Fleury e os hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein.

A maioria dos pacientes foi diagnosticada por meio do teste de RT-PCR – exame considerado padrão-ouro para detecção da doença.

Os resultados das análises indicaram que os níveis de proteína C reativa (PCR) e ferritina – produzidas pelo fígado e cuja concentração sanguínea aumenta em razão de processos inflamatórios ou infecciosos – , por exemplo, estavam aumentados especialmente em homens mais velhos com COVID-19.

Também foram observados níveis anormais de enzimas de função hepática – que indicam a infecção dos rins – em vários grupos de idade, exceto em mulheres jovens.

“O trabalho pode ajudar a orientar novas investigações sobre a patogênese da COVID-19 e contribuir para o desenvolvimento de modelos preditivos de infecção pelo SARS-CoV-2 e de evolução para um quadro grave da doença”, afirmou Nakaya (leia mais em: agencia.fapesp.br/33927).

Os pesquisadores estão desenvolvendo, agora, métodos de aprendizado de máquina para analisar uma nova carga de resultados de exames de pacientes diagnosticados com COVID-19 disponibilizados no repositório, que inclui também dados fornecidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FM-USP) e da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP).

Um dos objetivos do trabalho será identificar os desfechos e as interações entre vários parâmetros laboratoriais.

“Pretendemos também analisar com maior nível de detalhe o que ocorre com os parâmetros laboratoriais de pacientes diagnosticados com COVID-19 e com outros tipos de infecções, como a dengue”, afirmou Nakaya.

O evento foi coordenado por Roberto Marcondes César, professor da USP e membro da coordenação do programa Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), da FAPESP, e a moderação das perguntas foi feita por João Eduardo Ferreira, superintendente de tecnologia da informação da USP, ambos membros da coordenação de desenvolvimento técnico do repositório.

Também participaram do evento Luiz Fernando Lima Reis, superintendente de pesquisa do Hospital Sírio-Libanês; Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein; Edgar Rizzati, diretor executivo médico e técnico do Grupo Fleury; e Geraldo Busatto, do Hospital das Clínicas da FM-USP, representando as instituições participantes da plataforma.

O evento pode ser assistido na íntegra em www.youtube.com/watch?v=qHlKOMAtM1Q.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.